domingo, 30 de novembro de 2008

Lenços de seda...ainda de Trás-os-montes,não de agora


Refª : L160 - "Esotérico Dois"
Uma encomenda para uma Enfermeira e Taróloga nos tempos livres. Este lenço já voou.




Refª: L159 - "Fado"
Este lenço foi pintado em seda de cor negra original usando apenas a guta dourada para desenhar os motivos floridos. Já voou. Oferecio-o à Helena, amiga de Valongo. E ela gostou muito. Ao vivo é ainda mais bonito.Sobressai o brilho da guta dourada. É pena que, a meu ver, só tenha uma face, pois por o lenço ser originalmente de cor preta, ao contrário dos lenços da cor branca da seda, a cor dourada da guta não consegue transpôr-se para o outro lado. São experiências. Mas resultou bem.

sábado, 29 de novembro de 2008

Não tenho pintado nada!

Não tenho pintado! Nada! Ando um pouco desorientada. Ainda a readaptar-me à minha nova vida, ao meu novo ritmo de vida.
Tenho que encontrar tempo e espaço para pintar. Tem de ser! Já sinto falta!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Está a nevar em Bragança...

(Estas fotografias são antigas. Datam de Fevereiro de 2005.)






Hoje nevou em Bragança!
...E eu não estou lá!



Estou numa ilha tropical...e tenho saudades do frio fresco cortante nas faces, mas leve e fresco de respirar (ao contrário das variações de temperatura da ilha que me fazem sempre ficar, pelo Outono ou Primavera, com faringite ou ataques fortes de sinusite).Já estava desabituada .O fim-de-semana passado curei uma espécie de gripe-sinusite, criada com muita ajuda da água fria da piscina onde faço Hidroterapia.


Apetece-me o calor de uma lareira, umas torradas na grelha aquecida nas brasas, uma posta de vitela assada na brasa com batatas cozidas com casca e regadas com azeite puro das azeitonas do meu pai ; apetece-me aquecer e enfeitiçar os olhos com o vermelho fogo das brasas, as golas altas quentes, os casacos peludos e quentinhos...até umas meias aconchegantes e umas luvas ao sair à rua.


Mas aqui na Madeira não há propriamente Inverno, nem Outono, a não ser nos Picos (no Areeiro também chega a nevar) e nas zonas do Norte, Santana ou São Vicente, ou no interior,no Curral das Freiras (onde já dei aulas), mais frio e húmido!

A paisagem é quase sempre verde e o mar está sempre à nossa volta. Não é que não goste, mas... preferia estar em clima mais mediterrâneo e não tropical. «Vou gostando...», costumo dizer. Mas este clima tropical até me fez sentir muito bem nos últimos tempos, pois por ser mais quente, não eram tão incomodativas as minhas dores e desatinos ósseos.


Quando regressei, em finais de Outubro ,era Outono em Bragança.(Já passou um mês??) Aqui não! Tudo verde!! Mas encontrei este arbusto que me faz vagamente lembrar o Outono.E assim faço Outono na Madeira, recriando as cores do mesmo a partir desta planta.





sábado, 22 de novembro de 2008

Novas Pulseiras de Madeira















As pulseiras já não são tão novas assim...Foram pintadas ainda estava eu em Trás-os-Montes. Algumas já não me pertencem. Já voaram! Mas aqui as mostro.

sábado, 15 de novembro de 2008

Fui visitar o Mercarte








Hoje foi dia de MERCARTE e fui lá ver. Não, não expus, apenas fui visitar a Feira, rever alguns artesãos-amigos , saber quando é a próxima Feira.
Está diferente o MERCARTE! Muitos artesãos a participar, muita bijutaria -Já chega!- , muita gente para um espaço tão pequeno, mais tendas, outras regras.
O meu lugar de sócia da Mercarte ainda está em aberto e vou tornar a participar neste evento.
Próxima Feira MERCARTE será no dia 6 de Dezembro mas, excepcionalmente, na Praça da Autonomia, perto do Mercado dos Lavradores. Esta Feira do dia 6 não acontecerá na"Praça da Lagartixa" (na imagem acima, onde se vê também um pouco da esplanada do Café Golden e do Forte de São Lourenço) pois aqui vai ser contruído ,brevemente, o Presépio em grande escala como já aconteceu noutros anos.


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Já estou contactável e "Aventuras da Anita na Madeira"-Parte 1

Já activei a net aqui na minha casa no Funchal.

Pois... cá estou na ilha! A Anita sou eu, claro (mas não me tratem assim; é só porque agora dá jeito) e já vivi umas aventuras nestes dias de regresso à Ilha.
Os primeiros dias custaram, andava desorientada, mas agora já estou ambientada. Logo no segundo dia cá em casa pensava «-Mas porque vim tão cedo?» , mas agora penso que fiz muito bem vir 20 dias antes de começar a trabalhar.

Lentamente lá me fui organizando. Ainda não estou completamente orientada mas vou aos poucos! Redescobri o meu apartamento, mudei coisas de lugar para acesso mais facilitado (acina da cintura), deitei fora revistas antigas e papeladas...
Já estava -estranhamente ao que pensava nos primeiros tempos de recuperação- completamente desligada do que tenho cá em casa.
Já tenho uma Empregada de Limpeza (pois eu não consigo tratar dessas lides caseiras, pelo menos das mais exigentes) , já reiniciei a Fisioterapia e ando à procura de um novo carro,NOVO, NOVO, com mudanças automáticas e outras funcionalidades práticas. Não está a ser fácil!
Não era para procurar já um novo carro (era só para ser a partir de Janeiro)mas tenho conduzido muito mais que o habitual em Trás-os-Montes e verifico que este meu "bolinhas" Peugeot 106 Kid de 1994 me cansa imenso!!!Não pode ser, tenho mesmo que arranjar outro carro! Só comecei a procurar a semana passada,incentivada por mais uma aventura que vivi com este meu "bolinhas": ao terceiro dia que ,corajosamente, peguei no carro, lá fui eu à Fisioterapia no excelente Ginásio que comecei a frequentar ,num horrível dia de chuva e temporal ventoso e vou para ir embora para casa, almoçar e ao querer ligar o carro: NADA! Mudo, silencioso, não obediente. Não aconteceu nada! Telefonei ao mecânico. Até manti a calma, mas estava cheia de fome, era hora do almoço e o Sr.M só podia ir ter comigo às 14h e estava um vendaval tremendo lá fora, que fazia dançar o carro por todos os lados, quase parecendo voar e com uma chuvada que me impedia ao menos, sair da claustrofobia do carro e ir esperar para a Pizzaria ali perto. Ao menos almoçava. E ia à casa-de-banho , pois, porque também só faltava a minha bexiga se ter sentido subitamente cheia! E nem tinha música ,nem nada e o meu telemóvel estava a assinalar a falta de bateria. E nem ao menos tinha um livro para ler, como ás vezes tenho.
Bem, foi uma hora interminável de espera, a sentir que o carro se ia destravar e levantar vôo, a observar alguns turistas mais destemidos na rua a serem vergastados pela chuva puxada a vento; as palmeiras a dançarem loucamente, o mar escuro mesmo à minha frente, ao fundo, tão perto. Ai!!! Paciência! Calma!...Finalmente o temporal acalmou um pouco e assim que parou de chover saí imediatamente do carro. Ainda tinha tempo de almoçar e lá fui deliciar-me com um Pizza! Meia hora depois, um sol explêndido e vestígios do temporal só as folhas de bananeira e outros detritos espalhados pelo chão. O sr.M e um funcionário chegaram ao local explicado, eu engoli um café quente (aqui chama-se bica, como no centro-sul de Portugal) que me queimou a língua e lá fui ter com o sempre solícito sr.M. O problema foi bem mais simples das hipóteses que poderiam ser, faladas ao telefone: poderia não ser da bateria, por ser nova, mas poderia ser o alternador ,por exemplo, por estar tanto tempo com o carro parado, apesar de já ter pegado nele duas vezes mais o ir até ali. Bem, como o carro não reagia a nada era algo desligado, definitavamente. E era a bateria cujos cabos mal apertados, estavam em mau contacto, não permitindo a energia circular em circuito. Simples! Foi só apertar melhor as roscas! E eu fiquei assim, meia sem jeito, com uma caixa de pizza e os restos dela lá dentro e só disse, desconcertada, aos "homens entendidos": «-Só isso?...Até dá para rir!...» Mas melhor isto só que mais uma despesa extra de oficina, que eu já fazia um filme, aborrecida com a situação e mesmo a ficar levemente chateada!
A contrariedade passou, tal como o temporal, os homens lá foram com uma "história de mulheres e carros" para contar e eu lá fui a conduzir o meu "bolinhas" (de direcção muito pesada e de caixa de velocidades normal) , morro acima a pique, até casa. Com tanta emoção do dia , mais cansaço da Fisioterapia exigente, acabei a dormir uma boa soneca de um par de horas!
Ás vezes meto-me em cada aventura!!!

Os dias vão correndo! Vinte dias pareciam tanto tempo e é já depois de amanhã que recomeço a minha vida laboral na Escola.

Eu vivo aqui na Madeira, na freguesia de São Martinho. Hoje é o seu dia, também aqui na ilha. Há festa nas redondezas. Apesar de não estar frio algum ( é Verão de S.Martinho, literalmente) também se celebra com castanhas e vinho. Já se sente o cheiro de castanhas assadas, mas aqui não me sabe! Não parece Outono, não cheira a Outono, não há cores de Outono!