Antes que o dia 5 de Julho termine, partilho aqui com toda a gente, o quão feliz estou pela minha PTA!
Faz hoje 4 aninhos que foi colocada na minha perna esquerda. Os dois primeiros anos de recuperação foram muito difíceis, mas sem as dores que tinha antes; o terceiro ano foi mais ou menos, a ver mais desenvoltura em mim. Este último e quarto ano de vivência com uma Prótese Total da Anca ( que para mim coincide com o decorrer do ano lectivo) correu muito bem. Foi descansado porque não tive de conduzir tanto, foi mais exigente a nível físico porque passei , no Ginásio,para um Plano de exercícios mais completo integrando na mesma a Fisioterapia, mas por consequência foi um ano em que ganhei mais massa muscular o que me permite viver o dia a dia com mais resistência. Comprimidos para as dores ou para dormir melhor já é raro tomá-los.
Estou tão contente!
Viva à minha PTA de crómio-cobalto! VIVA!
Mostro as minhas pinturas em lenços de seda, encharpes, gravatas, almofadas e em outros suportes que faltem ainda experimentar. As peças são quase únicas porque mesmo repetidas não ficam iguais. Nascem no momento, conforme o que as mãos fazem criar...e conforme a tinta que se apaixona pela seda. Também mostro neste blog outras andanças e experiências noutro tipo de artesanato, porque inventar e criar é fazer os dias felizes.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Encadernação Artística em Acção de Formação
Estes foram os cadernos produzidos na Formação orientada por Dina Mendes, que aconteceu nos dias 7 a 15 de Fevereiro, na Escola Dr.Horácio Bento de Gouveia, no Funchal.
Foram dias intensos, muito exigentes para as minhas forçs em horário pós-laboral e um sábado inteiro, mas fiquei muito contente! Para além da aprendizagem, verifiquei que estou cada vez mais forte, que tenho cada vez mais resistência para enfrentar dias compridos e exigentes.
Mas "esta luta" foi durante a duração da formação, oito dias, pois se tivesse que ser por mais tempo (uma Pós-Graduação ou Mestrado , por exemplo) acho que não me aguentaria. Ter de trabalhar ao mesmo tempo não ia ser nada fácil!
Foram dias intensos, muito exigentes para as minhas forçs em horário pós-laboral e um sábado inteiro, mas fiquei muito contente! Para além da aprendizagem, verifiquei que estou cada vez mais forte, que tenho cada vez mais resistência para enfrentar dias compridos e exigentes.
Mas "esta luta" foi durante a duração da formação, oito dias, pois se tivesse que ser por mais tempo (uma Pós-Graduação ou Mestrado , por exemplo) acho que não me aguentaria. Ter de trabalhar ao mesmo tempo não ia ser nada fácil!
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Crónicas de uma PTA,
Formações e Workshops
sábado, 16 de outubro de 2010
Hoje houve Mercarte ...mas não fui... Estive de molho...Mas foi há 15 dias que tive um fim-de-semana artístico de feirinhas de artesanato
Hoje era dia de feirinha, de MERCARTE.
Tinha-me inscrito mas não cumpri com o compromisso.
O meu corpo exigiu descanso.
Ontem, sexta, a Fisioterapia foi mais exigente e eu correspondi com todas as minhas forças. Depois fiquei muito dorida e dormi muito bem, com uma ajudinha do Relaxante Muscular. Mas não tive forças para acordar e cumprir um dia de Mercarte.
Enfim... São falhas habituais da minha PTA-não-cimentada , que embora não seja de ferro (é de crómio-cobalto) tem sido muito amparada pelos músculos que estão cada vez mais super-homem. Mas hoje os super-homem das coxas (os músculos da frente e os de trás, que nunca se me lembram os nomes) não tiveram forças...
Fiquei por casa, de molho, literalmente a dormir o dia todo.
No entanto, foi há quinze dias que aconteceu um outro dia de Mercarte e eu fui.
Aqui estão as fotografias do dia 2 de Outubro na Praça da Autonomia.




Tinha-me inscrito mas não cumpri com o compromisso.
O meu corpo exigiu descanso.
Ontem, sexta, a Fisioterapia foi mais exigente e eu correspondi com todas as minhas forças. Depois fiquei muito dorida e dormi muito bem, com uma ajudinha do Relaxante Muscular. Mas não tive forças para acordar e cumprir um dia de Mercarte.
Enfim... São falhas habituais da minha PTA-não-cimentada , que embora não seja de ferro (é de crómio-cobalto) tem sido muito amparada pelos músculos que estão cada vez mais super-homem. Mas hoje os super-homem das coxas (os músculos da frente e os de trás, que nunca se me lembram os nomes) não tiveram forças...
Fiquei por casa, de molho, literalmente a dormir o dia todo.
No entanto, foi há quinze dias que aconteceu um outro dia de Mercarte e eu fui.
Aqui estão as fotografias do dia 2 de Outubro na Praça da Autonomia.
E amanhã , domingo, fará também quinze dias que aconteceu a IX Feira Cores e eu também fui.
Aqui estão as fotografias das IX Cores na Ponta do Sol.
Nesse fim-de-semana artístico de há 15 dias portei-me muito bem, ao contrário de hoje.
Há dias fortes e há dias fracos.
Terei sido persistente o suficiente?
Não devia ter obrigado mais o corpo e não ter dado ouvidos às dores musculares? Estas não têm nada a haver com as dores ósseas incapacitantes e agudas que tinha antes da PTA! Deveria ter-me esforçado mais??? E depois?? Teria energia suficiente?
Não posso exagerar. Tenho que me impôr limites. Mas até onde posso ir??
Não vale a pena desesperar por ter um dia menos feliz ...ainda que me sinta um pouco triste por não cumprir com os compromissos.
Amanhã será um dia melhor!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Parabéns! A minha Prótese faz hoje 3 anos
Muitos Parabéns à minha PTA : faz hoje 3 anos!

Nunca imaginei conseguir fazer tudo o que faço hoje, apesar das limitações.
O exercício físico é muito importante para não regredir muscularmente o que consegui nestes últimos 3 anos de Fisioterapia. Além disso são os músculos que amparam a Prótese Total da Anca. Se interrompo a Fisioterapia os músculos atrofiam e deixo de ter forças. Basta uma semana não praticar musculação no Ginásio ou na Piscina e noto logo a diferença. Além dos exercícios a Massagem da Fisioterapeuta e os exercícios de respiração e alongamentos são muito preciosos para relaxar a zona tensa das muitas cicatrizes sobrepostas. Quando me esforço mais , conduzo por mais tempo, estou mais tempo de pé ou muito tempo sentada, fico muito dorida e desconfortável. Apesar de doer até às lágrimas, é nestas alturas que eu desejo mais a Massagem especialista e profunda.
Estou muito contente com as vitórias que consegui até agora! Quero continuar a ganhar e vencer obstáculos. Ainda não consigo correr mas já consigo fazer caminhadas por mais tempo.
Que a Prótese me continue a proporcionar mais boas experiências a todos os níveis da minha vida ; que corra tudo bem e que dure muitos mais anos, até alcançar os 25 anos de validade ou mais!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Um lenço novo
Não tenho pintado tanto quanto pretendia.
Há sempre outras coisas a fazer. Ou tenho que descansar porque fico muito cansada da Fisioterapia. Mas o bom é que tenho cada vez mais forças e mais massa muscular. Já faço mais movimentos que não fazia antes.
Tenho em mãos a pintura de uma experiência : um lenço já gutado, portanto já desenhado com guta, que representa um conjunto harmonioso de rosas em forma de mandala. Não desenhei desta vez, somente estou a fazer a minha interpretação das cores e técnicas. Quando o finalizar mostro. E entretanto não posso pintar outro pois não tenho, cá na Madeira, outro bastidor. Se eu tivesse mais espaço trabalharia em dois lenços alternadamente.
Este lenço que mostro a seguir , a que dei o nome de "Hera Vermelha" , também me deu algum trabalho. Mas ficou lindo!

Há sempre outras coisas a fazer. Ou tenho que descansar porque fico muito cansada da Fisioterapia. Mas o bom é que tenho cada vez mais forças e mais massa muscular. Já faço mais movimentos que não fazia antes.
Tenho em mãos a pintura de uma experiência : um lenço já gutado, portanto já desenhado com guta, que representa um conjunto harmonioso de rosas em forma de mandala. Não desenhei desta vez, somente estou a fazer a minha interpretação das cores e técnicas. Quando o finalizar mostro. E entretanto não posso pintar outro pois não tenho, cá na Madeira, outro bastidor. Se eu tivesse mais espaço trabalharia em dois lenços alternadamente.
Este lenço que mostro a seguir , a que dei o nome de "Hera Vermelha" , também me deu algum trabalho. Mas ficou lindo!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Só para dizer OLÁ e AINDA ESTOU POR CÁ
Olá aos meus visitantes.
Este meu blog anda pouco, pouco actualizado. Por um lado significa muito trabalho da minha parte na Escola, tendo o tempo mais ocupado ;também porque faço agora Fisioterapia 3 vezes por semana o que me exige mais tempo de descanso. Por outro lado também significa que trabalho menos nesta minha "paixão-yoga" que é a pintura sobre seda. Mas o exercício físico e as massagens dolorosas estão a valer a pena e vêem-se resultados mais rapidamente: as minhas cicatrizes estão mais bonitas, os pontos que prendiam a pele ao osso estão a desprender-se, o que permite que os tecidos musculares que se estão a desenvolver começem a "encher" mais proporcionalmente a coxa esquerda e não se pareça já tanto como se a minha perna fosse um montanha escarpada marcada por um profundo leito de rio ( estão a imaginar?).
O meu ritmo tem de ser lento, para assim conseguir corresponder a todas as exigências. Parece contraditório , mas não é. Basta ter em conta o famoso provérbio "Devagar se vai ao longe!"
(E o meu carro novo com mudanças automáticas que nunca mais tem matrícula! Porque é que a situação não se desbloqueia? Já desde Maio...)
Neste período que não visitei o meu blog recebi alguns comentários e por tal agradeço.
Obrigada Madrinha. Como vê, ainda ando por aqui, na ilha.
Agradeço mesmo os Comentários Anónimos, especialmente um sobre a suposta Associação de Artesãos do Concelho de Bragança. Na altura da escrita deste post ,em que demontrava muito visivelmente a minha irritação sobre o assunto "Associação com bola de chumbo nos pés" , não sabia o que sei hoje. Repito: não sabia o que sei hoje!
Já não acredito muito que esta Associação vá em frente, não nos moldes em que está hoje.
É difícil o percurso, acredito!
É difícil gerir muitas pessoas e formas de ser; é difícil ter um trabalho paralelo e ter na mesma que fazer avançar um projecto sem fins lucrativos; é difícil querer fazer parte de um projecto do qual se está a centenas de Kms de distância (como eu estou do Funchal para Bragança); é dificil começar algo novo, com variados tipos de entraves, tanto mais dito por quem tem conhecimento de causa (não eu, mas o(a) autor(a) do Comentário Anónimo); é difícil quando a motivação dos artesãos não é muita, porque já sabem mais da vida e conhecimento de como as coisas são ou porque estão cansados de lutar; é difícil...
É difícil... Mas eu continuo a acreditar no Empreendedorismo e em dar mais sentido e paixão à vida. Em querer continuar a fazer parte, de alguma forma, da minha Terra Natal da qual estou tão longe geográficamente.
Talvez a Associação não seja o meu caminho.
Talvez ainda tenha ,primeiro, que aprender outras coisas.
Este meu blog anda pouco, pouco actualizado. Por um lado significa muito trabalho da minha parte na Escola, tendo o tempo mais ocupado ;também porque faço agora Fisioterapia 3 vezes por semana o que me exige mais tempo de descanso. Por outro lado também significa que trabalho menos nesta minha "paixão-yoga" que é a pintura sobre seda. Mas o exercício físico e as massagens dolorosas estão a valer a pena e vêem-se resultados mais rapidamente: as minhas cicatrizes estão mais bonitas, os pontos que prendiam a pele ao osso estão a desprender-se, o que permite que os tecidos musculares que se estão a desenvolver começem a "encher" mais proporcionalmente a coxa esquerda e não se pareça já tanto como se a minha perna fosse um montanha escarpada marcada por um profundo leito de rio ( estão a imaginar?).
O meu ritmo tem de ser lento, para assim conseguir corresponder a todas as exigências. Parece contraditório , mas não é. Basta ter em conta o famoso provérbio "Devagar se vai ao longe!"
(E o meu carro novo com mudanças automáticas que nunca mais tem matrícula! Porque é que a situação não se desbloqueia? Já desde Maio...)
Neste período que não visitei o meu blog recebi alguns comentários e por tal agradeço.
Obrigada Madrinha. Como vê, ainda ando por aqui, na ilha.
Agradeço mesmo os Comentários Anónimos, especialmente um sobre a suposta Associação de Artesãos do Concelho de Bragança. Na altura da escrita deste post ,em que demontrava muito visivelmente a minha irritação sobre o assunto "Associação com bola de chumbo nos pés" , não sabia o que sei hoje. Repito: não sabia o que sei hoje!
Já não acredito muito que esta Associação vá em frente, não nos moldes em que está hoje.
É difícil o percurso, acredito!
É difícil gerir muitas pessoas e formas de ser; é difícil ter um trabalho paralelo e ter na mesma que fazer avançar um projecto sem fins lucrativos; é difícil querer fazer parte de um projecto do qual se está a centenas de Kms de distância (como eu estou do Funchal para Bragança); é dificil começar algo novo, com variados tipos de entraves, tanto mais dito por quem tem conhecimento de causa (não eu, mas o(a) autor(a) do Comentário Anónimo); é difícil quando a motivação dos artesãos não é muita, porque já sabem mais da vida e conhecimento de como as coisas são ou porque estão cansados de lutar; é difícil...
É difícil... Mas eu continuo a acreditar no Empreendedorismo e em dar mais sentido e paixão à vida. Em querer continuar a fazer parte, de alguma forma, da minha Terra Natal da qual estou tão longe geográficamente.
Talvez a Associação não seja o meu caminho.
Talvez ainda tenha ,primeiro, que aprender outras coisas.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Borboleta-cor-de-seda
Uma prendinha que a minha madrinha de blog ,Judite Pitta, me ofereceu e a quem eu ainda não agradeci convenientemente o gesto. Um miminho! Obrigada madrinha!
Desculpa-me ( e aos meus visitantes também) por andar tão ausente, mas ainda ando por cá. Desconcentrada, cansada, desatenta, mas a conseguir pequenas vitórias diáriamente ...e curvas! Falo em curvas corporais. O meu corpo está mais cheio, a coxa e a nádega esquerdas antes atrofiadas estão agora mais fortalecidas, mais redondas e as minhas cicatrizes estão menos profundas. Começam-se a obter resultados finalmente! A Fisioterapia intensa duas vezes por semana está a ter efeito: uma tarde faço Massagem na cicatriz+Hidroterapia (ginástica na água) e na outra tarde faço Massagem+Correcção respiratória e postural+Musculação. Aumentei de peso -mas é sobretudo massa muscular - e aumentei também de número de roupa de vestir: as minhas coxas redondas precisam de mais tecido!
Ando sempre cansada dos exercícios e por isso, nesta fase (desde o meu regresso à Madeira), ainda só faço duas vezes por semana para dar tempo de recuperar. Mais tarde, o ideal, é passar a ir três vezes por semana ao Ginásio.
Lentamente, lentamente, muito lentamente recupero forças e energias. Este não é dos meus melhores anos! Ainda ando muito concentrada no meu organismo, no que ele pode ou não pode fazer, no que a Prótese me possibilita ou não, no que consigo ou não alcançar diáriamente. Por vezes parece tão pouco mas, lembrando-me de há uns meses atrás e comparando é bastante.
Não posso acelarar, tenho que andar devagar, viver os dias calmamente.
Toda a gente sabe que o dia-a-dia de hoje não é propriamente calmo mas eu tenho-me esforçado por isso, até porque de outra forma não aguento o ritmo. Se ao menos não tivesse de conduzir todos os dias!!...
domingo, 7 de dezembro de 2008
Ginástica na rua
Descobri , logo nos primeiros dias do meu regresso à Madeira, onde poder fazer ginástica, perto de casa e sem custos. Assim, quando não trabalho, sempre que posso (especialmente aos fins-de-semana) desço e subo estas escadas.



Ao todo, se subir também as escadas do meu prédio, até ao meu apartamento, são ,numa ida, 210 degraus!
Ao todo, se subir também as escadas do meu prédio, até ao meu apartamento, são ,numa ida, 210 degraus!
É um excelente exercício, tendo em atenção a forma correcta de descer um degrau, que é assentando primeiro o calcanhar e só depois a ponta do pé e não ao contrário, como toda a gente faz.
É obviamente mais difícil descer com o calcanhar e temos que o fazer mais lentamente, mas é esta a forma correcta de descer escadas, como as fisioterapeutas me ensinaram.
Para subir escadas devemos assentar bem toda a planta do pé dentro do espaço do degrau e não apenas a ponta do pé. Assim, na forma correcta, se nos desiquilibrarmos, o risco de cair é menor. O mais incrível é que não vejo quase ninguém a subir e a descer escadas da forma correcta. Toda a gente o faz erradamente e sempre muito apressados. Mas eu também só aprendi há cerca de um ano atrás, quando comecei a largar as canadianas e a treinar a marcha nas escadas. Tão longe já, esses dias de Fisioterapia com a terapeuta Sara!
O gato que aparece numa das fotografias estava a passar e decidiu sentar-se assim que eu cliquei no botão. E posou bem.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Os meus "red-shoes"
Já os comprei há uns dois meses, resultado de uma paixoneta á primeira vista numa sapataria aqui em Bragança, enquanto procurava, desesperada já, sapatos de Verão frescos mas fechados no calcanhar para poder usar a talonete no pé esquerdo. Enquanto calçava, em sequência, "coisas" práticas, rasas, algumas menos bonitas vi-os e gostei deles. Experimentei-os por curiosidade e "assentaram-me que nem uma luva". Receava que não me segurasse no salto mas a plataforma é firme e compacta, o salto não é demasiado fino para não me aguentar segura.
Receio muito as quedas, por isso podem-me compreender. O tropeçar, cair e,no pior dos casos cair mal, pode significar luxar a anca: e depois lá se vai um ano de trabalho e um futuro comprometido!
Também gostei do preço e, em detrimentos dos outros tais mais práticos e mais acessíveis, trouxe estes para casa. E lá fui eu pela rua felicíssima, alegre por ser mulher e, como tal, começar a apreciar também o gostar de andar de saltos. Mostrei-os ás fisioterapeutas e elas riram-se com a festa que estou a fazer com apenas ESTE SALTO: só 3,5 cm. Mas estão aprovados! Posso bem até subir mais um pouco, em plataformas compactas e não estreitas. Estes estão muito bem, para começar,pois não estou habituada a andar de saltos!
As pessoas conhecidas à minha volta riem-se quando falo dos meus fantásticos, lindos, fabulosos..."red-shoes" ! Talvez pareça uma criança a delirar com um brinquedo novo.Mas eu não me importo. O poder usar, ou não, sapatos de salto significa para mim um degrau novo que foi superado nesta escadaria de ter um PTA. Já não tenho que me restringir aos sapatos rasos. Tenho mais opções.
E uns sapatos de salto são femininos.Ficam bem em qualquer mulher: dão-lhe aquele jeito único de menear as ancas, tão intrínseco à Mulher! Eu ainda estou a aprender (depois de 31 anos de más posturas) e ver-me assim ,mais natural, ao observar-me ás vezes quando passo nas montras de vidro faz-me sorrir e gostar de ser assim, como sou: Uma mulher que começa a gostar de usar saltos e a compreender melhor ,cúmplice, a loucura por sapatos de salto alto das outra mulheres!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Já conduzo!!! ...Formosa mas não segura...
Ontem conduzi de Bragança a Macedo de Cavaleiros!
Foi a primeira vez que conduzi por tanto tempo!
São cerca de 43 Km, com parte do percurso pela auto-estrada e uma pequena parte entre curvas e mais curvas na primeira entrada para Macedo,agora cidade, antiga vila.Demorei uns 45 minutos.
Decidi por impulso, ao sairmos domingo á tarde para um jantar em casa dos meus padrinhos.Disse á minha mãe, a condutora, já todos na garagem: "-Ó mãe deixa-me levar o carro só até lá acima á estação de serviço , a ver como me porto?" ;
e o meu pai encorajou-me: "-Então não há-des levá-lo? Vai e leva-o até Macedo!!";
a minha mãe desencorajou-o: "-Não!,não senhora!! Ainda é muito para ti filha!";
e eu, tentada e com um súbito frio na barriga: "-Não sei...se calhar...Não sei se sou já capaz de conduzir tanto...Levo-o só até antes de entrarmos na Via-rápida.";
e pensei para mim:" A ver como te sentes este bocadinho, depois logo vês!"
E lá fui eu mais o resto da família( só faltando a minha irmã do meio que está em Lisboa), após os preparativos: O acomodar-me no carro que é já antigo e tem os estofos fundos, duas almofadas no assento, recostar o encosto da cadeira, o medir a distância dos pedais que este grande Nissan Bluebird tem a embraiagem muito lá no fundo! Saída pouco confiante da garagem com protestos e orientações de "arrumador" do meu pai ,eu a respirar fundo, lombas, semáforos, embraiagem, velocidade baixa, o olhar alternado entre os espelhos,o velocímetro,a preocupação de chegar á embraiagem...
Ao aproximar-me das bombas de gasolina não me desviei para parar, antes disse: "-Afinal sigo até Macedo!" Um silêncio, pouco aprovador da minha mãe, que sabe que eu não gosto de conduzir a "banheira" grande que é este carro ainda que até se conduza bem por ser a gasóleo.: "-Ai filha! Assim não quero! Não me deixaste preparar antecipadamente. Assim não sei..." ; as ordens, mais que orientações, do eterno co-piloto da minha mãe, ou seja o meu pai, ao meu lado: "-...Primeira, segunda, mete a quarta, ...não precisavas de reduzir! Ai esse pé! Que estás a fazer??? Para que sais tanto da estrada? Não vás tão encostada á berma!..."
E eu a ficar enervada, pois já não sou tão rápida como era, o cérebro manda, a resposta tarda, o pé a demorar a sair da embraiagem, o Vvvrrurummmmm de protesto do carro, o pé esquerdo a escorregar da embraiagem, a entalar-se no pedal do descanso, a não ter força suficiente para o repôr rapidamente no pedal certo, uma vez a passar de quarta para terceira em vez de quarta para quinta, o protesto do carro, a minha mãe a replicar: "Ai, Nossa Senhora!", o meu pai a barafustar como se tivesse doído mais ao carro que aos músculos lentos da minha perna esquerda...
Eu tentei estar calma. Não consegui. A minha paciência a ficar em frangalhos.
Teve de ser! Fui bruta:
" -Calem-se! Não me enervem mais do que eu já estou!...Deixem-me! Experimenta estar um ano sem conduzir,pai! Não é fácil! O pé não me obedece! ...Que foi? Eu conduzo melhor que tu, mãe! Qual é o problema do carro ripostar? Não bati em ninguém, pois não?...Ai! Deixem-me! Ainda estou a experimentar! Tenham calma!!..."
Teve de ser! Protestos da minha mãe: "-...mas não precisas de ser assim, tão bruta! tens de ser mais humilde!...";
Um "Ohh!" irritado,curto, exclamativo meu!
Resmungos amuados do meu pai, que cruza os braços ao mesmo tempo, contrariado!
Depois um silêncio, eu a respirar fundo, a ver a cabeça da minha mãe pelo espelho a tentar espreitar o velocímetro, quando ela muito facilmente, sem se aperceber passa da velocidade recomendada pois o carro é tão bom de conduzir em estrada: "-Que é mãe? Só vou a 90!!"
Depois falei calmamente, expliquei onde sentia dificuldades, pedi colaboração ao meu pai: "- A quinta aguenta aqui na subida??"
Esta minha família ás vezes é de perder a calma! É dificil ser calma, sendo eu calma por natureza! Eu sei que é preocupação e protecção dos meus pais em relação a mim, mas por vezes sinto-me como que presa, abafada, sem espaço!!
O ambiente acabou por sossegar mas eu comecei a sentir-me desconfortável ao entrarmos na primeira entrada para Macedo: O STOP, as muitas curvas, o reduzir constante da caixa de velocidades, o pé no travão. Devagarinho, lá ia. Silêncio concentrado no carro! Sou lenta, mas agora mais, a tirar o pé da embraiagem e o carro fica a reclamar!Mas sempre foi assim, desde a aprendizagem da Carta.Ossos do meu organismo!Comecei por optar deixar o pé constantemente apoiado na embraiagem. Mas cansa também, sei que não devo!Estou a aprender não o deixar lá!
Chegamos!!! Pisca para a esquerda,entrada num passeio, inversão de marcha para estacionar ao lado da casa dos meus padrinhos, o Boris já a ladrar, as orientações de "arrumador" do meu pai mesmo dentro do carro.Achei que o carro não ficou bem encostado ao passeio debaixo da sombra da árvore, quiz endireitar embora já estafada e ... "-Ai! Ai! Ai!"
Uma grande dor na coxa esquerda, nos músculos de trás: uma horrível e aguda cãimbra! Deixei o carro descair, bateu no passeio. Ai que dor! Travão de mão. O que vale é que já estavamos parados! Era isto que eu receava. A família saiu, aliviada, enquanto eu esperava que a dor passasse! Depois lá endireitei o carro.
Saí exausta do carro, insatisfeita! Uma perna de cada vez,por partes, descaindo primeiro o banco para trás para dar espaço .Correu bem, não correu muito mal, fora esta cãimbra. Mas não senti o gozo da viagem de conduzir pela primeira vez durante um período alargado após um ano parada, por estar mais concentrada nos passageiros que me acompanhavam!
Depois dos cumprimentos aos primos e padrinhos, apesar do imenso calor, fui andar um bocado, acalmar, activar a circulação da perna que fica inchada com o calor e por estar semi-parada na condução. Tentava convencer-me: Não correu mal! Pensa assim: se tu não gostas de conduzir o Nissan e até correu bem, imagina quando conduzires o teu "bolinhas" lá na Madeira!!
Fiquei mais satifeita com este pensamento e tentei afastar a ideia imediata que tive da dificuldade que têm aquelas subidas e descidas íngremes de algumas estradas manhosas da Madeira!! Mais um pensamento encorajador: "São só os primeiros tempos, até comprares o carro de mudanças automáticas!"
Ao longo da tarde as dores de cansaço muscular cresciam proporcionalmente á sensação de saber que mais uma etapa foi alcançada! Vaidosa!!Orgulhosa de mim! Um pouco só! !Num desenrasca, se necessário, já sei que consigo conduzir! Não tenho ainda a segurança de antes mas agora é com a prática, o tempo. Vou sugerir á mãe levar eu o carro numa próxima vez que formos ao hipermercado, convencendo-a que sou capaz.
Será que os leitores que me leêm conseguem compreender o quanto significa para mim saber que já consigo conduzir de novo, embora ainda menos bem???
É mais uma vitória!!
Foi a primeira vez que conduzi por tanto tempo!
São cerca de 43 Km, com parte do percurso pela auto-estrada e uma pequena parte entre curvas e mais curvas na primeira entrada para Macedo,agora cidade, antiga vila.Demorei uns 45 minutos.
Decidi por impulso, ao sairmos domingo á tarde para um jantar em casa dos meus padrinhos.Disse á minha mãe, a condutora, já todos na garagem: "-Ó mãe deixa-me levar o carro só até lá acima á estação de serviço , a ver como me porto?" ;
e o meu pai encorajou-me: "-Então não há-des levá-lo? Vai e leva-o até Macedo!!";
a minha mãe desencorajou-o: "-Não!,não senhora!! Ainda é muito para ti filha!";
e eu, tentada e com um súbito frio na barriga: "-Não sei...se calhar...Não sei se sou já capaz de conduzir tanto...Levo-o só até antes de entrarmos na Via-rápida.";
e pensei para mim:" A ver como te sentes este bocadinho, depois logo vês!"
E lá fui eu mais o resto da família( só faltando a minha irmã do meio que está em Lisboa), após os preparativos: O acomodar-me no carro que é já antigo e tem os estofos fundos, duas almofadas no assento, recostar o encosto da cadeira, o medir a distância dos pedais que este grande Nissan Bluebird tem a embraiagem muito lá no fundo! Saída pouco confiante da garagem com protestos e orientações de "arrumador" do meu pai ,eu a respirar fundo, lombas, semáforos, embraiagem, velocidade baixa, o olhar alternado entre os espelhos,o velocímetro,a preocupação de chegar á embraiagem...
Ao aproximar-me das bombas de gasolina não me desviei para parar, antes disse: "-Afinal sigo até Macedo!" Um silêncio, pouco aprovador da minha mãe, que sabe que eu não gosto de conduzir a "banheira" grande que é este carro ainda que até se conduza bem por ser a gasóleo.: "-Ai filha! Assim não quero! Não me deixaste preparar antecipadamente. Assim não sei..." ; as ordens, mais que orientações, do eterno co-piloto da minha mãe, ou seja o meu pai, ao meu lado: "-...Primeira, segunda, mete a quarta, ...não precisavas de reduzir! Ai esse pé! Que estás a fazer??? Para que sais tanto da estrada? Não vás tão encostada á berma!..."
E eu a ficar enervada, pois já não sou tão rápida como era, o cérebro manda, a resposta tarda, o pé a demorar a sair da embraiagem, o Vvvrrurummmmm de protesto do carro, o pé esquerdo a escorregar da embraiagem, a entalar-se no pedal do descanso, a não ter força suficiente para o repôr rapidamente no pedal certo, uma vez a passar de quarta para terceira em vez de quarta para quinta, o protesto do carro, a minha mãe a replicar: "Ai, Nossa Senhora!", o meu pai a barafustar como se tivesse doído mais ao carro que aos músculos lentos da minha perna esquerda...
Eu tentei estar calma. Não consegui. A minha paciência a ficar em frangalhos.
Teve de ser! Fui bruta:
" -Calem-se! Não me enervem mais do que eu já estou!...Deixem-me! Experimenta estar um ano sem conduzir,pai! Não é fácil! O pé não me obedece! ...Que foi? Eu conduzo melhor que tu, mãe! Qual é o problema do carro ripostar? Não bati em ninguém, pois não?...Ai! Deixem-me! Ainda estou a experimentar! Tenham calma!!..."
Teve de ser! Protestos da minha mãe: "-...mas não precisas de ser assim, tão bruta! tens de ser mais humilde!...";
Um "Ohh!" irritado,curto, exclamativo meu!
Resmungos amuados do meu pai, que cruza os braços ao mesmo tempo, contrariado!
Depois um silêncio, eu a respirar fundo, a ver a cabeça da minha mãe pelo espelho a tentar espreitar o velocímetro, quando ela muito facilmente, sem se aperceber passa da velocidade recomendada pois o carro é tão bom de conduzir em estrada: "-Que é mãe? Só vou a 90!!"
Depois falei calmamente, expliquei onde sentia dificuldades, pedi colaboração ao meu pai: "- A quinta aguenta aqui na subida??"
Esta minha família ás vezes é de perder a calma! É dificil ser calma, sendo eu calma por natureza! Eu sei que é preocupação e protecção dos meus pais em relação a mim, mas por vezes sinto-me como que presa, abafada, sem espaço!!
O ambiente acabou por sossegar mas eu comecei a sentir-me desconfortável ao entrarmos na primeira entrada para Macedo: O STOP, as muitas curvas, o reduzir constante da caixa de velocidades, o pé no travão. Devagarinho, lá ia. Silêncio concentrado no carro! Sou lenta, mas agora mais, a tirar o pé da embraiagem e o carro fica a reclamar!Mas sempre foi assim, desde a aprendizagem da Carta.Ossos do meu organismo!Comecei por optar deixar o pé constantemente apoiado na embraiagem. Mas cansa também, sei que não devo!Estou a aprender não o deixar lá!
Chegamos!!! Pisca para a esquerda,entrada num passeio, inversão de marcha para estacionar ao lado da casa dos meus padrinhos, o Boris já a ladrar, as orientações de "arrumador" do meu pai mesmo dentro do carro.Achei que o carro não ficou bem encostado ao passeio debaixo da sombra da árvore, quiz endireitar embora já estafada e ... "-Ai! Ai! Ai!"
Uma grande dor na coxa esquerda, nos músculos de trás: uma horrível e aguda cãimbra! Deixei o carro descair, bateu no passeio. Ai que dor! Travão de mão. O que vale é que já estavamos parados! Era isto que eu receava. A família saiu, aliviada, enquanto eu esperava que a dor passasse! Depois lá endireitei o carro.
Saí exausta do carro, insatisfeita! Uma perna de cada vez,por partes, descaindo primeiro o banco para trás para dar espaço .Correu bem, não correu muito mal, fora esta cãimbra. Mas não senti o gozo da viagem de conduzir pela primeira vez durante um período alargado após um ano parada, por estar mais concentrada nos passageiros que me acompanhavam!
Depois dos cumprimentos aos primos e padrinhos, apesar do imenso calor, fui andar um bocado, acalmar, activar a circulação da perna que fica inchada com o calor e por estar semi-parada na condução. Tentava convencer-me: Não correu mal! Pensa assim: se tu não gostas de conduzir o Nissan e até correu bem, imagina quando conduzires o teu "bolinhas" lá na Madeira!!
Fiquei mais satifeita com este pensamento e tentei afastar a ideia imediata que tive da dificuldade que têm aquelas subidas e descidas íngremes de algumas estradas manhosas da Madeira!! Mais um pensamento encorajador: "São só os primeiros tempos, até comprares o carro de mudanças automáticas!"
Ao longo da tarde as dores de cansaço muscular cresciam proporcionalmente á sensação de saber que mais uma etapa foi alcançada! Vaidosa!!Orgulhosa de mim! Um pouco só! !Num desenrasca, se necessário, já sei que consigo conduzir! Não tenho ainda a segurança de antes mas agora é com a prática, o tempo. Vou sugerir á mãe levar eu o carro numa próxima vez que formos ao hipermercado, convencendo-a que sou capaz.
Será que os leitores que me leêm conseguem compreender o quanto significa para mim saber que já consigo conduzir de novo, embora ainda menos bem???
É mais uma vitória!!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Contente por...
Estou contente por já ter conseguido arranjar um truque mental para eu conseguir andar direitinha e menear um pouco as ancas,


como qualquer mulher normal!
Quem não me conheceu antes da operação de colocação da Prótese Total da Anca (PTA) não sabe do que eu estou a falar! Viam que eu tinha um jeito próprio de andar, achavam diferente mas depois assumiam como eu sendo assim mesmo, não diziam que estava errado; a não ser quando estava mesmo muito cansada e tinha mesmo que mancar, aí as pessoas perguntavam se eu me tinha magoado!
Mas esta minha forma de andar estava errada porque quando não tinha o calçado ortopédico eu andava só com a ponta do pé apoiada no chão( e já muito rodado para a esquerda para sustentar melhor o meu peso) e o calcanhar no ar. É lógico que este meu esqueleto se teve que adaptar assumindo posturas erradas como certas, porque o nosso organismo humano se adapta a tudo. Então, além de outros movimentos e posturas, eu não estava habituada a menear as ancas, pois a anca acompanhava o tronco para conseguir levar a perna a um passo á frente, e outro e outro, para perfazer o "andar".Ou seja, anca esquerda e tronco eram um só! Eu costumava dizer, gozando comigo,nos meus piores dias que eu era uma pata a andar, porque balançava de um lado para o outro, não meneava as ancas.
E é muito difícil menear as ancas!! Difícil porque 31 anos de más posturas baralharam o meu cérebro e assumiram esse andar errado como o certo! Ás vezes tenho que parar na rua, inspirar e dizer para mim "-Pára, Ana Luisa, raciocina!Estás a andar mal!!Começa outra vez!" E lá vou eu a observar-me discretamente nas montras de vidro durante a minha caminhada diária de uma hora. É dificil agitar as nádegas como aquela mulher...ou aquela...Mas ás vezes o cérebro distrai-se com outros voôs e não está atento á forma como ando, voltando atrás, buscando as más posturas que estão mais mecanizadas. Tenho que estar sempre alerta! Sempre! Tem dias que mesmo parecendo ter feito tão pouco estou mesmo cansada!
Mas é tão giro andar com os dois calcanhares assentes no chão! É tão bom sentir que a pele do meu calcanhar esquerdo está a tornar-se mais dura e já não parece de bébé!
EU não digo que vá conseguir andar com languidez sensual como uma modelo, mas que consiga apenas agitar um pouco as minhas nádegas... E hoje estou contente porque durante os vinte minutos que estive a andar na passadeira frente ao espelho, na Fisioterapia, a treinar a marcha com algumas orientações e novas estratégias das terapeutas eu lá consegui arranjar um truque mental que me fizesse separar o levantar a coxa e manter o tronco no sítio, não o rodando. Desde Janeiro deste ano de 2008 (desde que larguei definitavente a segunda canadiana) que treinávamos a forma de o tronco e a anca não rodarem em bloco, porque cada coisa é só uma; mas só hoje o meu cérebro descortinou uma forma de aceitar essa mudança! E sorri, confiante! Agora , FORÇA PARA A FRENTE e a ver se não me esqueço desse truque mental!
E já que hoje estou numa de "cronicar" sobre a minha PTA vou publicar aqui uma imagem que ilustra em que consistiu a minha operação á Coxartrose de sequelas de Luxação Congénita da Anca. Para além de esclarecer muita gente e assim me compreenderem melhor quero acreditar que também estou a ajudar (com esta minhas Crónicas espalhadas neste blog) quem já foi sujeito a esta intervenção cirúrgica de algum risco ou quem ainda poderá eventualmente vir a ser submetido a ela!
Como se pode compreender pela imagem eu não tenho a cabeça articular do fémur e no seu lugar está uma "bola de ping-pong" de crómio cobalto onde encaixa um fémur metálico que entra pelo fémur de osso adentro. Esta prótese não está fixa (ou, em termos médicos, é não cimentada) , o que quer dizer que se bem cuidada e findo o seu prazo de 25 anos de validade ela pode ser substituida por outra PTA fixa, para a idade maior que são os 56 anos! Será uma nova outra vida, não é?
É precisamente esta a minha PTA! E está apresentada!
Não é fabuloso o que a Medicina consegue fazer???
Porque isto ,a PTA, não é nenhuma bicha de sete cabeças e a nossa vida depois dela não acaba, porque ficamos mais frágeis! Pelo contrário: a nossa vida começa de novo!!
Temos uma perna nova, uma nova postura.
E o desafio torna-nos mais fortes!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Ainda estou por cá...

Tenho estado ausente devido a poblemas de ligação á internet. O problema parece estar resolvido.Parece! Ainda estou a testar a ligação ao mundo virtual.
Estou de volta e brevemente contarei novidades ( que já não são muito novas, aliás). Ainda estou a amadurecer a ideia e a trabalhar para a mesma por isso ainda não conto nada.
Uma das coisas que me sucederam entretanto é que , finalmente, fui convocada para comparecer em Junta Médica por estar já tanto tempo ausente do meu trabalho. Tive que me deslocar ao Porto. A audiência correu bem,apesar de algum nervoso miudinho.Lidos e aceites os relatórios médicos e após uma breve conversação tenho então o aval para continuar a minha recuperação. E que fique bem restabelecida, recomendaram-me os médicos! E irei ficar, a seu tempo. Isto é tudo um trabalho que tem de ser continuado e não descurado.
Uma outra conquista do meu quotidiano é que nos últimos três fins-de-semana ,na aldeia, tenho pegado por momentos no carro. Custa, mas já consigo conduzir em estrada direita! Experimentei na estrada regional de Lagoa, aldeia pertencente a Macedo de Cavaleiros. Ponto de embraiagem ainda não consigo e se tiver de meter muitas mudanças seguidas também ainda dói nos músculos da coxa. Mas fiquei contente! Vejo que vou conseguir! Agora tenho de experimentar, numa próxima vez, a ver como me desembaraço em manobras mais elaboradas como os obstáculos ou estacionamentos. Conduzir em meio citadino, em trânsito de hora de ponta, ainda é muito cedo!
Olhem bem de novo para o miminho que a Judite Pitta se lembrou de me enviar: acima está uma imagem muito surrealista e linda com muitas borboletas.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Hoje a minha Prótese faz 6 meses!
O tempo cura tudo, não é?
Lentamente, vou recuperando e aprendo de novo a andar com um elemento metálico de crómio-cobalto dentro de mim. Sou uma espécie de andróide modernaça! Eu própria digo contente a toda a gente:tenho uma perna nova! E antes, quando tinha dores intensas e tinha que viver o meu quotidiano eu dizia sempre, quando muito saturada de dores e cansaço quase incapacitante, "Quero uma perna nova!"
Já a tenho, desde o dia 5 de Julho de 2007!
Correu tudo bem e está a correr! O meu obrigado ao meu cirurgião (ele sabe, já lhe telefonei a dar notícias), e claro, ao cirurgião-ortopedista que me acompanha aqui em Bragança; a toda a equipa médica que me acompanhou durante a cirurgia (os anestesistas então, tiveram um momento trabalhoso para acertarem com o local certo para introduzirem a agulha para a Anestesia Raqui, devido ao meu desvio ligeiro da coluna, uma Escoliose pouco acentuada); ás enfermeiras e enfermeiros ;e aos auxiliares , mas sobretudo á minha família (especialmente a minha mãe) e amigos que me apoiaram muito nos onze dias de internamento e no primeiro mês de total dependência . Agradeço também aos Bombeiros Voluntários do Funchal que me transportaram cada três dias da semana até à Medicina Física e de Reabilitação , e também claro, á terapeuta Teresa do Hospital Cruz de Carvalho, do Funchal, assim como ao enfermeiro David, especialista em fisioterapia. Depois,em casa,fui recuperando lentamente mais alguma autonomia.
Hoje é outro dia de festejos! Posso despedir-me finalmente, durante alguns longos anos, das minhas amigas "canadianas" (ou muletas, ou cajatas, como os transmontanos as chamam). Desde hoje que a minha fisioterapeuta -a divertida e jovem amiga Terapeuta Sara- autorizou a largar gradualmente ,ao longo do fim-de-semana, as minhas amigas. Nestas últimas semanas era a canadiana direita que me acompanhava mais do que me apoiava. Só a usava mais nas escadas, que ainda não é algo completamente seguro e confiante para mim, para os declives dos terrenos e para as passadeiras de peões (que toda a gente sabe que o tempo para passar para o outro lado é muito curto). Mas agora já a posso abandonar em casa desde hoje. ( Tenho que lhe fazer uma Festa de Despedida!)
O dia está chuvoso, com chuvinha miúda, mas hoje de manhã tomei coragem e fui sozinha, sem a minha amiga canadiana, até á Pastelaria aqui perto de casa, não dando muito caso aos "Ai Jesus, filha, que está a chover!Será que consegues?" da minha mãe. Consegui, mas tinha consciência que o percurso era curto. Voltei a repetir á tarde, para o café depois do almoço. Correu muito bem!
Estou sorridente hoje, embora um pouco amassada muscularmente! Amanhã aventuro-me num trajecto maior!
Lentamente, vou recuperando e aprendo de novo a andar com um elemento metálico de crómio-cobalto dentro de mim. Sou uma espécie de andróide modernaça! Eu própria digo contente a toda a gente:tenho uma perna nova! E antes, quando tinha dores intensas e tinha que viver o meu quotidiano eu dizia sempre, quando muito saturada de dores e cansaço quase incapacitante, "Quero uma perna nova!"
Já a tenho, desde o dia 5 de Julho de 2007!
Correu tudo bem e está a correr! O meu obrigado ao meu cirurgião (ele sabe, já lhe telefonei a dar notícias), e claro, ao cirurgião-ortopedista que me acompanha aqui em Bragança; a toda a equipa médica que me acompanhou durante a cirurgia (os anestesistas então, tiveram um momento trabalhoso para acertarem com o local certo para introduzirem a agulha para a Anestesia Raqui, devido ao meu desvio ligeiro da coluna, uma Escoliose pouco acentuada); ás enfermeiras e enfermeiros ;e aos auxiliares , mas sobretudo á minha família (especialmente a minha mãe) e amigos que me apoiaram muito nos onze dias de internamento e no primeiro mês de total dependência . Agradeço também aos Bombeiros Voluntários do Funchal que me transportaram cada três dias da semana até à Medicina Física e de Reabilitação , e também claro, á terapeuta Teresa do Hospital Cruz de Carvalho, do Funchal, assim como ao enfermeiro David, especialista em fisioterapia. Depois,em casa,fui recuperando lentamente mais alguma autonomia.
Hoje é outro dia de festejos! Posso despedir-me finalmente, durante alguns longos anos, das minhas amigas "canadianas" (ou muletas, ou cajatas, como os transmontanos as chamam). Desde hoje que a minha fisioterapeuta -a divertida e jovem amiga Terapeuta Sara- autorizou a largar gradualmente ,ao longo do fim-de-semana, as minhas amigas. Nestas últimas semanas era a canadiana direita que me acompanhava mais do que me apoiava. Só a usava mais nas escadas, que ainda não é algo completamente seguro e confiante para mim, para os declives dos terrenos e para as passadeiras de peões (que toda a gente sabe que o tempo para passar para o outro lado é muito curto). Mas agora já a posso abandonar em casa desde hoje. ( Tenho que lhe fazer uma Festa de Despedida!)
O dia está chuvoso, com chuvinha miúda, mas hoje de manhã tomei coragem e fui sozinha, sem a minha amiga canadiana, até á Pastelaria aqui perto de casa, não dando muito caso aos "Ai Jesus, filha, que está a chover!Será que consegues?" da minha mãe. Consegui, mas tinha consciência que o percurso era curto. Voltei a repetir á tarde, para o café depois do almoço. Correu muito bem!
Estou sorridente hoje, embora um pouco amassada muscularmente! Amanhã aventuro-me num trajecto maior!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Ocupada com realização de encomendas
O meu muito obrigada a quem já visitou este blog, como se tem visto no contador. Mas gostaria muito que também deixassem comentários.
Vou estar ausente uns dias para realizar umas encomendas que me têm feito.
ESTOU CONTENTE!
Têm também que me dar um desconto porque estou mais fraca de forças esta semana.Ficou mais frio (e ressinto-me) mas também porque na Fisioterapia começei a praticar outros exercícios com mais dificuldade e os músculos ainda não se ambientaram. Por isso esta semana ando com mais calma.TEM DE SER!Tenho que ter calma! Mas já consigo andar uns cinco ou seis metros na rua sem a canadiana em chão plano.EEHhhhh!!Devagar, devagarinho...Sou uma "tartaruga-bébé" a dar os primeiros passos.
Vou estar ausente uns dias para realizar umas encomendas que me têm feito.
ESTOU CONTENTE!
Têm também que me dar um desconto porque estou mais fraca de forças esta semana.Ficou mais frio (e ressinto-me) mas também porque na Fisioterapia começei a praticar outros exercícios com mais dificuldade e os músculos ainda não se ambientaram. Por isso esta semana ando com mais calma.TEM DE SER!Tenho que ter calma! Mas já consigo andar uns cinco ou seis metros na rua sem a canadiana em chão plano.EEHhhhh!!Devagar, devagarinho...Sou uma "tartaruga-bébé" a dar os primeiros passos.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Palmas(clap,clap): a minha PTA faz 4 meses !
Hoje a minha PTA faz 4 meses!!
Não, PTA não é um palavrão! PTA é a sigla para Prótese Total da Anca!
Estou muito contente com a recuperação, as vitórias que tenho tido, a adaptação do meu corpo á PTA e o ter de, criativamente, arranjar soluções para outro handicaps que surgem com a prótese. A necessidade faz o engenho, não é o que o povo diz??
Uma das limitações que passo a ter é não poder flectir a minha perna esquerda a menos de 90º, para não fazer saltar fora do sítio a cabeça articular da PTA.
Por isso, perguntava: como é que calço as meias?e mais difícil, os collants? como calço os sapatos? como corto e pinto as unhas? como apanho objectos do chão? como alcanço as gavetas e prateleiras do fundo dos móveis?como entro e saio da banheira? como devo...?
Entretanto, com o tempo a passar e eu a aprender, já consegui descortinar truques e soluções para estes quotidianos.
E mais soluções preciso de encontrar ainda para mais outros detalhes da vida diária que antes até a mim me passavam ao lado de tão triviais que eram. Agora não! Tudo é muito importante para processar novas reacções, mobilidades e atitudes no cérebro.
Por exemplo, para apanhar coisas do chão existem uns ganchos compridos, do género dos apanha-folhas dos jardineiros. Mas se tenho que estar algum tempo a fazer algo abaixo do nível dos joelhos, então o melhor é ajoelhar-me, mas mesmo isso tem uma forma correcta de ser feita: tenho que ,primeiro, apoiar-me em alguma coisa (um banco,por exemplo), depois é sempre a perna fraca a ir com o joelho ao chão e só depois a boa; para me levantar, a perna fraca (a esquerda) é a última, apoiando-me com as mãos no banco e firmando bem o pé direito no chão com o joelho direito a 90º, faço impulso e vou-me levantando, levando por acréscimo a perna esquerda a levantar-se. Tudo para evitar que a anca esquerda não sofra e para cuidar da PTA porque esta tem um longo prazo de validade se for bem estimada!
Agora estes pequenos truques ( e muitos mais) ainda não são feitos de forma mecânica, mas o cérebro há-de processar tudo a mais velocidade, sem eu ter que parar, pensar e concentrar-me no que vou fazer!
Ontem á noite, domingo, fui ao cinema com uns amigos! Gostei da ida, já não ia há meses...Mas cheguei á conclusão que me cansa muito estar tanto tempo sentada na cadeira do cinema, mesmo sendo confortável e almofadada! Talvez haja cinemas com os assentos um pouco mais altos que os 90º! Ou terei que andar com uma almofada debaixo do braço??
Não, PTA não é um palavrão! PTA é a sigla para Prótese Total da Anca!
Estou muito contente com a recuperação, as vitórias que tenho tido, a adaptação do meu corpo á PTA e o ter de, criativamente, arranjar soluções para outro handicaps que surgem com a prótese. A necessidade faz o engenho, não é o que o povo diz??
Uma das limitações que passo a ter é não poder flectir a minha perna esquerda a menos de 90º, para não fazer saltar fora do sítio a cabeça articular da PTA.
Por isso, perguntava: como é que calço as meias?e mais difícil, os collants? como calço os sapatos? como corto e pinto as unhas? como apanho objectos do chão? como alcanço as gavetas e prateleiras do fundo dos móveis?como entro e saio da banheira? como devo...?
Entretanto, com o tempo a passar e eu a aprender, já consegui descortinar truques e soluções para estes quotidianos.
E mais soluções preciso de encontrar ainda para mais outros detalhes da vida diária que antes até a mim me passavam ao lado de tão triviais que eram. Agora não! Tudo é muito importante para processar novas reacções, mobilidades e atitudes no cérebro.
Por exemplo, para apanhar coisas do chão existem uns ganchos compridos, do género dos apanha-folhas dos jardineiros. Mas se tenho que estar algum tempo a fazer algo abaixo do nível dos joelhos, então o melhor é ajoelhar-me, mas mesmo isso tem uma forma correcta de ser feita: tenho que ,primeiro, apoiar-me em alguma coisa (um banco,por exemplo), depois é sempre a perna fraca a ir com o joelho ao chão e só depois a boa; para me levantar, a perna fraca (a esquerda) é a última, apoiando-me com as mãos no banco e firmando bem o pé direito no chão com o joelho direito a 90º, faço impulso e vou-me levantando, levando por acréscimo a perna esquerda a levantar-se. Tudo para evitar que a anca esquerda não sofra e para cuidar da PTA porque esta tem um longo prazo de validade se for bem estimada!
Agora estes pequenos truques ( e muitos mais) ainda não são feitos de forma mecânica, mas o cérebro há-de processar tudo a mais velocidade, sem eu ter que parar, pensar e concentrar-me no que vou fazer!
Ontem á noite, domingo, fui ao cinema com uns amigos! Gostei da ida, já não ia há meses...Mas cheguei á conclusão que me cansa muito estar tanto tempo sentada na cadeira do cinema, mesmo sendo confortável e almofadada! Talvez haja cinemas com os assentos um pouco mais altos que os 90º! Ou terei que andar com uma almofada debaixo do braço??
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