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segunda-feira, 21 de março de 2011

Já é Primavera

Fui à casa-mãe na interrupção lectiva do Carnaval.
Soube-me tão bem estar em família e por terras transmontanas.As amendoeiras em flor estavam lindas! E as ameixoeiras, os pessegueiros com os botões a despontar... A Primavera a chegar!  Casais de cegonhas a dançar pelos céus azuis! A paisagem transmontana é linda!!

 Nas imagens acima e em baixo: um passeio à aldeia de Rio de Onor, com os seus telhados de xisto e paredes de pedra, que é metade portuguesa e metade espanhola.Onde falar portunhol é natural e toda a gente se entende.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Rosquilhas da Avó ... um sabor de Trás-os-Montes na Madeira

Hoje lanchei chá de casca de limão e duas Rosquilhas! Bem bom!
Há dois fins-de-semana lembrei-me de pôr as mãos na massa e fazer Rosquilhas, um biscoito duro,tradicionalmente feito num forno a lenha, que a minha avó Ana tinha sempre guardado num humilde mas requintado pote de ferro preto.Quando  nós,os netos,chegávamos à aldeia (Lagoa) a avó dáva-nos sempre um miminho: uma saborosa Rosquilha. Sabia bem melhor que uma Bolacha Maria!

 Ando a experimentar o fazer das Rosquilhas. Esta é a minha segunda vez , sózinha, mas ainda não cheguei áquele sabor de que me lembro. Ainda não acerto nas quantidades e na mão ao modelar os biscoitos. Tradicionalmente deviam ser em forma de "S". Mas está lá perto. O cheiro, o aspecto, o sabor. Humm! Ás vezes abro a lata só para absorver o cheiro das Rosquilhas e fazer-me transportar aos dias simples de ser criança.
Este biscoito dura meses, se bem acondicionado e, como é seco, é um excelente acompanhameno para um chá de ervas do campo (não de saqueta), que é para o sabor ser mesmo campestre e natural.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Natal...e Bom Ano Novo 2010

Boas Festas!

Boa comida. Calor humano.
Em família...
E aqui em Trás-os-Montes está muito frio!

Aqui fica um cheirinho da neve da semana passada!
Que bonita! Mas que medo de cair...

Também há palmeiras em Bragança. Cobertas de neve parecem absurdamente deslocadas no espaço.

Fui eu que escrevi, com a ponta de metal do guarda-chuva.




Guarda-chuva andante...




segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ainda estou de férias...

Ainda estou de férias.
Aproveito os ultíssimos dias.

Na imagem , estou com as minhas irmãs na esplanada do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, na pausa da visita das Exposições presentes: "Graça Morais- Sagrado e Profano" e "Paula Rego na Colecção Manuel de Brito".
Bragança bem merece um Museu assim!
Vale a pena ir vê-lo aqui .

Tenho que contar das minhas participações na Feira Medieval em Bragança , aquando da III Festa da História, e em mais uma Feira de Artesanato e Artes Tradicionais dos artesãos de Bragança. Brevemente publico novidades.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Está a nevar em Bragança...

(Estas fotografias são antigas. Datam de Fevereiro de 2005.)






Hoje nevou em Bragança!
...E eu não estou lá!



Estou numa ilha tropical...e tenho saudades do frio fresco cortante nas faces, mas leve e fresco de respirar (ao contrário das variações de temperatura da ilha que me fazem sempre ficar, pelo Outono ou Primavera, com faringite ou ataques fortes de sinusite).Já estava desabituada .O fim-de-semana passado curei uma espécie de gripe-sinusite, criada com muita ajuda da água fria da piscina onde faço Hidroterapia.


Apetece-me o calor de uma lareira, umas torradas na grelha aquecida nas brasas, uma posta de vitela assada na brasa com batatas cozidas com casca e regadas com azeite puro das azeitonas do meu pai ; apetece-me aquecer e enfeitiçar os olhos com o vermelho fogo das brasas, as golas altas quentes, os casacos peludos e quentinhos...até umas meias aconchegantes e umas luvas ao sair à rua.


Mas aqui na Madeira não há propriamente Inverno, nem Outono, a não ser nos Picos (no Areeiro também chega a nevar) e nas zonas do Norte, Santana ou São Vicente, ou no interior,no Curral das Freiras (onde já dei aulas), mais frio e húmido!

A paisagem é quase sempre verde e o mar está sempre à nossa volta. Não é que não goste, mas... preferia estar em clima mais mediterrâneo e não tropical. «Vou gostando...», costumo dizer. Mas este clima tropical até me fez sentir muito bem nos últimos tempos, pois por ser mais quente, não eram tão incomodativas as minhas dores e desatinos ósseos.


Quando regressei, em finais de Outubro ,era Outono em Bragança.(Já passou um mês??) Aqui não! Tudo verde!! Mas encontrei este arbusto que me faz vagamente lembrar o Outono.E assim faço Outono na Madeira, recriando as cores do mesmo a partir desta planta.





quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Estou cá ainda e já tive Alta ! E o Outono já chegou outra vez!


Tenho estado ausente, mas está tudo bem comigo!
Ainda estou cá em Trás-os-Montes mas o regresso à Madeira está para breve.



Depois de ter ido ao Porto para comparecer á convocatória da Junta Médica, a 17 de Setembro ( na qual me foi concedida a Alta, tal como eu pretendia) , decidi passar uns dias sozinha na aldeia, fazer-me passar por uma espécie de estágio, antes do regresso de vez à Madeira. Estar comigo, trabalhar nas minhas Artes, ler muito (e dormir muito)..., aproveitar o bom tempo ainda antes que venham os primeiros frios e as chuvas. Interrompi assim a Fisioterapia mas fiz exercício de outra forma, pois tinha que me desenrascar sozinha todos os dias, excepto nos fins-de-semana em que os meus pais e irmãs se juntavam a mim.

Era para só ficar uns 8 a 10 dias , mas acabei por ficar duas semanas e assim também fui á Vindima, que há tanto tempo não tinha oportunidade de ir, desde que estou na Madeira. Não é que eu tivesse apanhado muitas uvas, mas soube-me muito bem ir. A Vindima é das colheitas que mais gosto!

Entretanto o tempo também esfriou e já cheirava a Outono, com o aroma no ar de lenha ardida, o sol frio que pede um casaco e umas meias e a fartura de frutas e vegetais próprias desta época: Hiii!!! tantos tomates, pêras, uvas, melões, melancias, abóboras, amêndoas, pêssegos, figos, maçãs, feijões, cebolas, repolhos e alfaces, milho, feijão-frade e grão-de-bico...


Nesta altura havia muita azáfama pela aldeia, havia sempre muito que fazer, muitas terras para ir colher e fazer as jeiras. Hoje em dia já não se vê assim tanta gente com essas procupações de tempos idos, mas ainda há e espero que não se perca com a já muita gente velha que há na aldeia. Mas ainda se levantam as gentes assim que o galo canta. a partir das 6h da manhã ouvem-se os tractores a passar, gentes a conversar,galos a cantar, cães a ladrar aos gatos noctívagos, pássaros a chilrear, burros a zurrar, cavalos a trotar...Todo um mundo que acorda para a azáfama de um dia! (E eu que me deitava tarde a pintar só queria dormir mais!)
O meu pai é uma dessas pessoas que ama a aldeia e a agricultura e que anseia a reforma de fucionário público para se dedicar totalmente aos seus projectos, ás suas terras,vinhas e olivais, ao seu vinho e azeite, á concretização enfim de um poço de água (que eu não fazia ideia que custa assim tanto dinheiro) para regar as árvores de fruto, as couves, as nabiças; poder também criar uma porca e galinhas; fazer um lagar tradicional num palheiro herdado e criar uma horta digna desse nome; recuperar o forno tradicional; plantar mais figueiras, oliveiras e vinhas; poder tratar dos sobreiros naquela terra lá longe do acesso á aldeia... A minha mãe também adora a aldeia, mas a reforma de Enfermeira ainda vai demorar mais tempo e enquanto esperam os meus pais andam assim num ir e vir de Lagoa- Bragança, aproveitando todos os tempos livres para tratar das terras e do jardim da casa da aldeia. Projectos e sonhos têm-nos! Espero que tenham a força, a vitalidade e a vontade suficientes para concretizá-los após a reforma que tarda!



E foi no pátio de casa, frente ao jardim quase selvagem , a ouvir e ver os pássaros, os zangões, abelhões, libélulas (grandes, verdes, brilhantes), as borboletas e as imensas flores com algumas palavras trocadas com pessoas passavam na estrada frente ao portão, que trabalhei as minhas manhãs e algumas tardes, se o sol não era forte.


Que privilégio poder trabalhar ao ar livre!!




Já se vê que é Outono! Numa questão de dias as folhas das árvores estão já amarelas ou avermelhadas. Mudam de cor rapidamente. Algumas árvores já perderam muitas folhas.

Este é também o tempo de fazer as compotas e doces de fruta para a riqueza da época não estragar e assim prolongá-la até ao tempo frio! A minha mãe já fez doce de abóbora com amêndoa, doce de tomate com pau de canela e amêndoa e agora vai fazer doce de pêra, daquelas grandes, verdes e compridas. Este Verão já conseguimos fazer doce de amora e eu aventurei-me a fazer sozinha doce de cereja, mas deixei ferver demasiado e as cerejas ficaram duras, sem molho. A minha mãe depois compôs a asneira. Ora! Não é grave! É a errar que se aprende!

Antes de finalizar gostaria de agradecer os comentários enviados durante a minha ausência. Tenho também outros emails a responder de umas quatro meninas que pedem conselhos como pintar em seda ou como participar na Feira Mercarte na Madeira. Assim que possível ponho essas respostas em dia, prometo! Não deixo de responder , posso é demorar mais tempo!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Vistas da Feira de Artesanato na Feira das Cantarinhas

Acima, na Rua Alexandre Herculano , já quase no fim,perto da Praça da Sé. A nossa "barraquinha" (minha, da Vera e da Sandra) estava bem mais para trás, num lugar pouco priveligiado mas que até teve bastante afluência, devido ao cheirinho a sabonete de mel.


Acima , vistas da Feira de Artesanato na Praça da Sé, centro histórico da cidade de Bragança.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Estou na Feira das Cantarinhas


Uma passagem rápida para justificar a minha ausência.

Estou a participar numa Feira de Artesanato, aqui em Bragança, aquando da Feira Anual da cidade de Bragança, a chamada Feira das Cantarinhas. Agora já não é igual, mas de pequena guardo a lembrança de ar de festa quando acontecia esta Feira: os raminhos de cerejas, o almoço em casa com os primos que vinham de Macedo de Cavaleiros e Chaves, os carrinhos de choque, os balões de ar quente, o algodão doce...

Partilho o meu stand com duas amigas artesãs, a Sandra Barbosa e a Vera Santos para nos ajudarmos com os gastos do aluguér do espaço e com os horários no stand. A Feira começou a 30 de Abril e termina a 4 de Maio e decorre das 10h30 até ás 24h com fecho de hora e meia para almoço e jantar se os artesãos quiserem. Quarta-feira e hoje, sexta, a Feira não foi muito boa. Ontem quinta-feira, feriado, foi bom! Consegui vender dois lenços de seda, para além da bijutaria em Fimo. Durante o Fim-de-semana também deve correr bem, se o tempo se aguentar assim solarengo.

Esta Feira de Artesanato já acontece pela vigésima segunda vez, mas anexada á Feira das Cantarinhas, por isso são duas Feiras. A tradicional Feira das Cantarinhas (com frutas e vegetais, madeiras e vergas, tachos e panelas, louças e quinquilharias, sementes e plantas, colchas e mantas, roupas e artigos de agricultura, fritos e pipocas, tremoços e raminhos de cerejas entrançadas, negócios e trocas...e é claro, as tradicionais cantarinhas de barro em miniatura e os pretinhos de barro) já acontece há mais de cinquenta anos, variando já os lugares na cidade onde essa Feira pousa os arrais. Já não vinha visitar Bragança nesta altura desde que estou na Madeira. As duas Feiras têm muita fama e há imensos artesãos e feirantes que vêm a Bragança. Há muita oferta e concorrência. Eu contei 69 barraquinhas na Feira de Artesanato!
Há muitas coisas bonitas, muita variedade... e muita bijutaria. Mas lenços de seda só sou eu e as pessoas começam a reconhecer. Há muitos turistas espanhóis e franceses ( e alemães) que reconhecem de imediato a técnica destes "panuelos". Mas, apesar de não ter os meus lenços a preço muito justo para o trabalho que têm, acham caro!!
Tirando o cansaço eu gosto do contacto com o público desta forma, uma vez por outra! Não ficamos num lugar muito priveligiado: a Rua Alexandre Herculano, ainda que pedonal, tem menos trânsito que a Praça da Sé. Mas estamos contentes com a experiência. Estreei o primeiro dia de Feira das Cantarinhas com a encomenda de um lenço , por isso só posso estar contente.

Aguardem notícias brevemente e até lá ...um excelente fim-de-semana e ...


neste primeiro domingo de Maio
Feliz dia da Mãe
para todas as mães do Mundo!!!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Cegonhas em Limãos- Macedo de Cavaleiros


Estas cegonhas foram vistas - e em boa-hora captadas - pela objectiva do meu padrinho. Estava de viagem da aldeia de Lagoa para a cidade(ex-vila) de Macedo de Cavaleiros quando ao passar na aldeia de Limãos se lhe deparou esta cena digna de uma notícia de jornal. Naquela fracção de segundos em que viu as cegonhas e o cérebro assimilou a imagem, o meu padrinho parou a carrinha, fez marcha-atrás e sacou do porta-luvas a máquina fotográfica. Aqui estão as belas fotografias que o meu padrinho me deixou copiar.
Digam lá que não parece que as cegonhas se envolvem tanto com o monumento (igreja) que até parecem a continuação dos próprios pináculos que ladeiam a cruz? Uma das cegonhas até está na sua costumeira posição de cruzar a perna, fazendo o 4.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Feliz Páscoa 2008

A Páscoa está aí! Este ano, muito mais cedo!

Desejo a todos uns felizes dias, de preferência em reunião e harmonia familiar.


Quem já anda pelos ares transmontanos há algum tempo são as cegonhas.
São aves tão lindas! Ando a ver se as consigo captar pelos ares, mas ainda não consegui uma fotografia digna de se ver. Esta é uma imgem-tentativa! Usem o zoom, ao clicar na foto, para ver melhor.
Tenho visto frequentemente as cegonhas pelos ares ou empoleiradas nos ninhos de postes ou igrejas ao longo da viagem até á nossa aldeia de Lagoa. Uma vez, ao caminhar até á Fisioterapia,em Bragança, vi um grupo de oito cegonhas aos círculos no céu, acima de mim. Mas não trazia a máquina fotográfica comigo!



quinta-feira, 13 de março de 2008

Amêndoeiras em flor em Lagoa

No passado sábado, dia 8 de Março, fomos até à nossa aldeia, Lagoa, que fica a 56 Km de Bragança, já pertencente á Terra Quente de Trás-os-Montes e ao concelho de Macedo de Cavaleiros. Bragança é Terra Fria.
O dia estava lindo (como hoje) e perdi-me em mais de uma hora a observar as abelhas a sugar o pólen nas flores brancas das amêndoeiras nos terrenos perto da casa da aldeia.


O dia com céu de intenso azul estava propício também para observar os "rastos" que os aviões deixam pelo ar. Havia imensos riscos no céu.

Lagoa fica aqui.



Estive imenso tempo a olhar para o ar a ver se captava as abelhas em pleno beijo na flor e finalmente lá consegui. Que barulho de zumbidos tão forte quando estava perto das amêndoeiras. Não tive medo das imensas abelhas e zangões que voavam á volta das amêndoeiras. Elas não estavam interessadas em mim.




Lindas flores! Ou a "neve das terras quentes" como se lê numa lenda que em criança eu li. E parece neve, porque as pétalas brancas vão caindo e o chão fica branco.
Por esta altura do ano (Março e Abril, a anunciar a Primavera) há outras terras para ver as amêndoeiras em flor ao longo do Rio Douro e não só. Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Mogadouro, Freixo de Espada á Cinta... As paisagens ficam lindas!