Mostro as minhas pinturas em lenços de seda, encharpes, gravatas, almofadas e em outros suportes que faltem ainda experimentar. As peças são quase únicas porque mesmo repetidas não ficam iguais. Nascem no momento, conforme o que as mãos fazem criar...e conforme a tinta que se apaixona pela seda. Também mostro neste blog outras andanças e experiências noutro tipo de artesanato, porque inventar e criar é fazer os dias felizes.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Já é Primavera
Soube-me tão bem estar em família e por terras transmontanas.As amendoeiras em flor estavam lindas! E as ameixoeiras, os pessegueiros com os botões a despontar... A Primavera a chegar! Casais de cegonhas a dançar pelos céus azuis! A paisagem transmontana é linda!!
Nas imagens acima e em baixo: um passeio à aldeia de Rio de Onor, com os seus telhados de xisto e paredes de pedra, que é metade portuguesa e metade espanhola.Onde falar portunhol é natural e toda a gente se entende.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Rosquilhas da Avó ... um sabor de Trás-os-Montes na Madeira
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz Natal...e Bom Ano Novo 2010
Boa comida. Calor humano.
Em família...
E aqui em Trás-os-Montes está muito frio!
Aqui fica um cheirinho da neve da semana passada!
Que bonita! Mas que medo de cair...
Também há palmeiras em Bragança. Cobertas de neve parecem absurdamente deslocadas no espaço.
Fui eu que escrevi, com a ponta de metal do guarda-chuva.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Ainda estou de férias...
Aproveito os ultíssimos dias.
Bragança bem merece um Museu assim!
Vale a pena ir vê-lo aqui .
Tenho que contar das minhas participações na Feira Medieval em Bragança , aquando da III Festa da História, e em mais uma Feira de Artesanato e Artes Tradicionais dos artesãos de Bragança. Brevemente publico novidades.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Está a nevar em Bragança...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Estou cá ainda e já tive Alta ! E o Outono já chegou outra vez!
Ainda estou cá em Trás-os-Montes mas o regresso à Madeira está para breve.
Depois de ter ido ao Porto para comparecer á convocatória da Junta Médica, a 17 de Setembro ( na qual me foi concedida a Alta, tal como eu pretendia) , decidi passar uns dias sozinha na aldeia, fazer-me passar por uma espécie de estágio, antes do regresso de vez à Madeira. Estar comigo, trabalhar nas minhas Artes, ler muito (e dormir muito)..., aproveitar o bom tempo ainda antes que venham os primeiros frios e as chuvas. Interrompi assim a Fisioterapia mas fiz exercício de outra forma, pois tinha que me desenrascar sozinha todos os dias, excepto nos fins-de-semana em que os meus pais e irmãs se juntavam a mim.
Era para só ficar uns 8 a 10 dias , mas acabei por ficar duas semanas e assim também fui á Vindima, que há tanto tempo não tinha oportunidade de ir, desde que estou na Madeira. Não é que eu tivesse apanhado muitas uvas, mas soube-me muito bem ir. A Vindima é das colheitas que mais gosto!
Entretanto o tempo também esfriou e já cheirava a Outono, com o aroma no ar de lenha ardida, o sol frio que pede um casaco e umas meias e a fartura de frutas e vegetais próprias desta época: Hiii!!! tantos tomates, pêras, uvas, melões, melancias, abóboras, amêndoas, pêssegos, figos, maçãs, feijões, cebolas, repolhos e alfaces, milho, feijão-frade e grão-de-bico...
Nesta altura havia muita azáfama pela aldeia, havia sempre muito que fazer, muitas terras para ir colher e fazer as jeiras. Hoje em dia já não se vê assim tanta gente com essas procupações de tempos idos, mas ainda há e espero que não se perca com a já muita gente velha que há na aldeia. Mas ainda se levantam as gentes assim que o galo canta. a partir das 6h da manhã ouvem-se os tractores a passar, gentes a conversar,galos a cantar, cães a ladrar aos gatos noctívagos, pássaros a chilrear, burros a zurrar, cavalos a trotar...Todo um mundo que acorda para a azáfama de um dia! (E eu que me deitava tarde a pintar só queria dormir mais!)
O meu pai é uma dessas pessoas que ama a aldeia e a agricultura e que anseia a reforma de fucionário público para se dedicar totalmente aos seus projectos, ás suas terras,vinhas e olivais, ao seu vinho e azeite, á concretização enfim de um poço de água (que eu não fazia ideia que custa assim tanto dinheiro) para regar as árvores de fruto, as couves, as nabiças; poder também criar uma porca e galinhas; fazer um lagar tradicional num palheiro herdado e criar uma horta digna desse nome; recuperar o forno tradicional; plantar mais figueiras, oliveiras e vinhas; poder tratar dos sobreiros naquela terra lá longe do acesso á aldeia... A minha mãe também adora a aldeia, mas a reforma de Enfermeira ainda vai demorar mais tempo e enquanto esperam os meus pais andam assim num ir e vir de Lagoa- Bragança, aproveitando todos os tempos livres para tratar das terras e do jardim da casa da aldeia. Projectos e sonhos têm-nos! Espero que tenham a força, a vitalidade e a vontade suficientes para concretizá-los após a reforma que tarda!
E foi no pátio de casa, frente ao jardim quase selvagem , a ouvir e ver os pássaros, os zangões, abelhões, libélulas (grandes, verdes, brilhantes), as borboletas e as imensas flores com algumas palavras trocadas com pessoas passavam na estrada frente ao portão, que trabalhei as minhas manhãs e algumas tardes, se o sol não era forte.
Que privilégio poder trabalhar ao ar livre!!
Já se vê que é Outono! Numa questão de dias as folhas das árvores estão já amarelas ou avermelhadas. Mudam de cor rapidamente. Algumas árvores já perderam muitas folhas.
Este é também o tempo de fazer as compotas e doces de fruta para a riqueza da época não estragar e assim prolongá-la até ao tempo frio! A minha mãe já fez doce de abóbora com amêndoa, doce de tomate com pau de canela e amêndoa e agora vai fazer doce de pêra, daquelas grandes, verdes e compridas. Este Verão já conseguimos fazer doce de amora e eu aventurei-me a fazer sozinha doce de cereja, mas deixei ferver demasiado e as cerejas ficaram duras, sem molho. A minha mãe depois compôs a asneira. Ora! Não é grave! É a errar que se aprende!
Antes de finalizar gostaria de agradecer os comentários enviados durante a minha ausência. Tenho também outros emails a responder de umas quatro meninas que pedem conselhos como pintar em seda ou como participar na Feira Mercarte na Madeira. Assim que possível ponho essas respostas em dia, prometo! Não deixo de responder , posso é demorar mais tempo!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Vistas da Feira de Artesanato na Feira das Cantarinhas
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Estou na Feira das Cantarinhas
Estou a participar numa Feira de Artesanato, aqui em Bragança, aquando da Feira Anual da cidade de Bragança, a chamada Feira das Cantarinhas. Agora já não é igual, mas de pequena guardo a lembrança de ar de festa quando acontecia esta Feira: os raminhos de cerejas, o almoço em casa com os primos que vinham de Macedo de Cavaleiros e Chaves, os carrinhos de choque, os balões de ar quente, o algodão doce...
Partilho o meu stand com duas amigas artesãs, a Sandra Barbosa e a Vera Santos para nos ajudarmos com os gastos do aluguér do espaço e com os horários no stand. A Feira começou a 30 de Abril e termina a 4 de Maio e decorre das 10h30 até ás 24h com fecho de hora e meia para almoço e jantar se os artesãos quiserem. Quarta-feira e hoje, sexta, a Feira não foi muito boa. Ontem quinta-feira, feriado, foi bom! Consegui vender dois lenços de seda, para além da bijutaria em Fimo. Durante o Fim-de-semana também deve correr bem, se o tempo se aguentar assim solarengo.
Esta Feira de Artesanato já acontece pela vigésima segunda vez, mas anexada á Feira das Cantarinhas, por isso são duas Feiras. A tradicional Feira das Cantarinhas (com frutas e vegetais, madeiras e vergas, tachos e panelas, louças e quinquilharias, sementes e plantas, colchas e mantas, roupas e artigos de agricultura, fritos e pipocas, tremoços e raminhos de cerejas entrançadas, negócios e trocas...e é claro, as tradicionais cantarinhas de barro em miniatura e os pretinhos de barro) já acontece há mais de cinquenta anos, variando já os lugares na cidade onde essa Feira pousa os arrais. Já não vinha visitar Bragança nesta altura desde que estou na Madeira. As duas Feiras têm muita fama e há imensos artesãos e feirantes que vêm a Bragança. Há muita oferta e concorrência. Eu contei 69 barraquinhas na Feira de Artesanato!
Há muitas coisas bonitas, muita variedade... e muita bijutaria. Mas lenços de seda só sou eu e as pessoas começam a reconhecer. Há muitos turistas espanhóis e franceses ( e alemães) que reconhecem de imediato a técnica destes "panuelos". Mas, apesar de não ter os meus lenços a preço muito justo para o trabalho que têm, acham caro!!
Tirando o cansaço eu gosto do contacto com o público desta forma, uma vez por outra! Não ficamos num lugar muito priveligiado: a Rua Alexandre Herculano, ainda que pedonal, tem menos trânsito que a Praça da Sé. Mas estamos contentes com a experiência. Estreei o primeiro dia de Feira das Cantarinhas com a encomenda de um lenço , por isso só posso estar contente.
Aguardem notícias brevemente e até lá ...um excelente fim-de-semana e ...
Feliz dia da Mãe
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Cegonhas em Limãos- Macedo de Cavaleiros
sexta-feira, 21 de março de 2008
Feliz Páscoa 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Amêndoeiras em flor em Lagoa
O dia estava lindo (como hoje) e perdi-me em mais de uma hora a observar as abelhas a sugar o pólen nas flores brancas das amêndoeiras nos terrenos perto da casa da aldeia.
Por esta altura do ano (Março e Abril, a anunciar a Primavera) há outras terras para ver as amêndoeiras em flor ao longo do Rio Douro e não só. Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Mogadouro, Freixo de Espada á Cinta... As paisagens ficam lindas!